sexta-feira, 5 de abril de 2013

O Ser Humano que Habita em Você.

Acho que todos já devem estar sabendo sobre o manifesto que houve em Porto Alegre em função das passagens. Se não sabe, joga no google, pq eu não vou explicar coisas que já estão explicadas demais.

Mas o que queria deixar registrado aqui, pra minha posteridade, é a tristeza de ver o quanto as pessoas estão desacreditadas, maldosas, críticas e intolerantes.

Por mais que tu tenha todas as boas vontades do mundo dentro de ti, sempre vai ter uma pessoa pra te deixar pra baixo ou fazer com que tu questione os teus próprios atos de uma maneira tendenciosa e maldosa. 

As pessoas tem prazer em fazer com que o outro mude sua opinião, suas idéias e sentimentos de uma forma mirabolante e totalmente contrária aos teus ideais. Gostam de criticar, de apontar os erros, mas ajudar, oi? Essa palavra existe?

Não vivo em um mundo fanta de amor e que todos se querem bem e se unem em prol do bem coletivo. Até porque, nem no teu círculo de amizades, isso existe. As pessoas te querem bem, mas nunca querem te ver melhor do que elas. E tem aquelas que cagam e andam pra ti, mas cada vez que te vêem abrem aquele sorriso colgate que te dá me-do. Mas preciso dizer, bem que eu gostaria. Gostaria sim, que fosse assim. E não é questão política, é questão de ser humano, sabe? Ajudar o próximo é sinônimo de ajudar o coletivo, ou só eu percebo isso?

Não tenho vínculo com nenhum partido. Não sou uma louca fanática. Nunca fui. Eu só gostaria que as pessoas parassem de reclamar um pouco, que trocassem o sentimento ruim por um bom, que parassem de desconfiar que sempre há alguma coisa por trás-ou seja, desacreditadas; que soubessem que cada ação tem uma reação- e se esta ação for pro bem, as recompensas são extraordinárias. 

Entenderam? Ser humano. Nada a ver com política.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Madame Boehmia

Ando numa fase de "menos é mais". Fuxicando um pouco sobre o assunto, descobri que isso é quase que um "estilo de vida", algo minimalista de ser. Aliás, faz tempo que ando nessa fase. Achei que era uma "fase", mas não. Acho que veio pra ficar. 

Ando colocando muita coisa fora. Muita mesmo. Doando tudo que, literalmente, não usei na estação passada. Assim como joguei fora todos os potes de vidro em conserva, que não tem nada dentro, e marido insistia em dizer que "um dia vamos precisar". Nunca precisamos, e joguei fora escondido, porque né, homem não nota.

Esse "um dia vamos precisar" é uma frase clássica de pessoas como nossos pais. A época do remendo da calça, tingir a calça velha, guardar cacos e colar com durepox. Não que eu ache lindo, atualmente, as coisas serem muito "recicláveis". Mas na época deles, tudo era mais difícil (pelos menos para os meus). Tudo deveria ser guardado porque posteriormente poderia ser utilizado. Hoje, em 90% das coisas, não é mais assim.

Digo que, essa minha fase veio para ficar porque na medida em que vou doando/jogando-fora, eu não compro. Não há uma peça, um objeto substituto. Comprei esses dias o livro "Madame Charme", muito mais útil que "A Parisiense". Nele, a autora conta do período em morou na França - ela, uma americana. Interessantíssimo a parte em que a dona da casa (ela ficou em uma casa de família) mostra à ela o seu quarto. Lindo, decorado, e com um roupeiro minúsculo. A partir daí, ela conta como é viver "a francesa". Me identifiquei muito com a Madame Boehmia- não que ela seja uma alcóolatra, mas é por causa da diferença com a Madame Charme- totalmente aristocrática. 

Desde então, ando percebendo esse meu lado clean-minimalista de ser. Já faz um tempinho que odeio shoppings (o livro não tem nada a ver com isso, aliás, nem fala em shoppings), não me agrada mais ir ver vitrines, e comprar um roupa que vai ficar lá socada no meu armário só porque a minha amiga achou linda e minha cara. Essa cena já cansou a minha beleza e meu cartão de crédito.

Me convida pra ir em uma livraria, tomar um café, um clericot, ir em um bistrô... enfim... ir a shopping, comprar, e comprar, decididamente, não tem mais nada a ver comigo. Até porque, o mesmo passeio de sempre, exclui as oportunidades de conhecer lugares novos, de conhecer o lugar que tu mora. E eu, fico perplexa com isso porque até uns 2 anos atrás, eu era rata de lojinhas, de miudezas, de roupas, e liquidação. Ao mesmo tempo perplexa e feliz. Porque tô muito bem assim, obrigada.


quarta-feira, 13 de março de 2013

O lado BOM de tudo.

Esses dias vi "O lado bom da vida". Confesso que no meio do filme, cheguei a pensar "esse filme não acaba nunca". Se tem algum movimento desmancha prazer, no sentido de falar o final de algum filme pra alguém que está sedento por ver, não recomendo a leitura do meu post, porque eu sempre acabo falando o "the end" sem que a pessoa me peça. É uma verborréia que não consigo conter. E, também confesso, dou risada por dentro quando faço isso. Sabe, aquelas risadas de criança terrorista? Igual.

Mas enfim. Sempre fui pessimista. Quem olha minhas fotos no Instagram, deve achar que sou uma pessoa positiva-feliz-em-todos-os-aspectos. Não. Eu tenho insônia, sou viciada em café, numa bela taça de vinho (isso é ser alcoolatra? já até pesquisei sobre isso, mas graçadeus, não me enquadro no perfil), em livros que compro e compro; e me frustram porque não tenho tempo pra ler todosdeumavezsó (sim, além disso tudo, a pessoa é ansiosa), e também sou viciada em ter tudo pra ontem. Morrerei eu, algum dia, de ataque cardíaco? Ah, sim, sou ansiosa e hipocondríaca. Só tolero a gripe, porque tomo vacina há quase dez anos. Mas o resto, o que tu me contar, eu volto pra casa achando que tenho- já com sintomas e procurando Dr. Google. 

Mas esse post é sobre o filme. Só que antes, precisei contar essas minhas particularidades. O filme é melódico, dois problemáticos com final feliz- eu falei que iria acabar falando o final do filme. O que tem a ver esse filme, com os detalhes acima expostos? Então, fiquei pensando nos meus defeitos, já que o protagonista é bipolar, e a namoradinha, é problemática porque acabou de perder o marido atropelado. 

Se eu não tivesse esses defeitos, eu não teria a vida- que, pasmen, eu amo. Se eu fosse uma pessoa que seguisse conselhos e seguisse dietas, eu seria uma infeliz. Não consigo entender gente, antes dos 60, que se encontra pra tomar chá? (Contando que não tenho nada contra, isso está na minha lista pra terceira idade). Não seria feliz se tivessem me criado em um ambiente sem leitura, se hoje, eu lendo vários livros de diversos tipos de assunto, me sinto uma imbecil - as vezes, imagina sem ler nada? Eu tenho insônia (sei que engorda e que a pessoa, posteriormente, pode vir a ser uma depressiva- mas segundo minhas aulas de medicina legal, pra cometer um suicidio, preciso de um gatilho. tô com 30, o gatilho já está atrasado), só que é ela que ajeita minha vida, ou seja, eu penso na minha vida na calada da noite enquanto uns contam carneirinho, outros transam, e alguns choram escutando "love songs". Sou ansiosa, mas se não fosse pela minha ansiedade, eu não ficaria 3 meses estudando pra uma prova da OAB sem colocar os pés fora de casa, chorando todo dia, e quase me matando por achar que não iria aguentar a pressão. Sou hipocondríaca, táh... isso estou trabalhando ainda...

Fora toda a história melódica do filme, acho que na vida, tudo tem seu lado bom. Por vezes, demoramos pra reconhecer isso. Vejo gente pagar terapia pra ouvir que a vida de trabalho-casa-academia; é a vida que tem, aprende a gostar dela e ver que tu não precisa ir pro Canadá pra reconhecer isso, e que tu não precisa tomar rivotril por isso. E, realmente é. A vida que temos é maravilhosa. Só o fato de viver, é grandioso. Trocar experiencias, conversar, se abrir com amigos, sorrir, ouvir a música preferida, é lindo demais. Hoje está em alta ser cool-moderno-formador-de-opinião, pra que? Formar opinião pra quem? Só pra todos verem que tu pensa? Não. Pensa em silêncio, pra ti mesmo, e faz alguma coisa pra mostrar que como pensar em ti, pode mudar tua vida. Tal qual a problemática do filme, que acaba feliz, e fazendo o outro feliz. Simples assim.




terça-feira, 12 de março de 2013

Eu e ele.

É que ando numa relação de amor e ódio pelo facebook. É muita informação pra minha vida, é muito evento, é notícia de corrupto, de estupro, de manifesto, da maconha, por um mundo melhor, o ciclista com o braço arrebentado, opiniões que me dão nos nervos, opiniões que amo, pessoas que deixo de amar por uma opinião tosca, pessoas que volto a amar por uma opinião com fundamentos, a melhor música do momento, a vida feliz do fulano em fotos, a vida triste do ciclano em post, o fulano cool. 

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!

Sempre tive sérios problemas no quesito "foco". Não consigo ler "feed de notícias", e passar reto por alguns. Eu leio todos, vejo todos, e quando percebo, já perdi minutos da minha vida vendo 99% de coisas que não me interessam, que não vão encher minha conta bancária, que não vão instruir minha vida, que não vão fazer porra nenhuma. - Falei palavrão? Que feio. Também tô cansada do politicamente correto-jeito cool de ser,  manifestado aos 4 ventos pelas redes sociais, por isso: cu-xota-caralho-fiadapu-merda-cacete! 

QUE ALIVIO!

Ninguém vai ler esse post mesmo, porque né, esse blog tá jogado as traças. 

Bjo.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mais uma vez

Daí que entrei na academia- projeto verão 2014. Ela é simples, e não tem nada daquelas aulas de jump, pump e etc, etc. Muita opção, pra mim, não dá certo. Eu entro em parafuso e não faço nada. Deve ser algum problema psíquico.
Enfim, ela só tem os aparelhos de musculação, esteira e transport.
Tô conseguindo correr 30 min sem colocar todo o pulmão e coração pra fora, claro que na velocidade 7.5, mas considerando que a mulher melancia só vai até a 7, to bem né?
Além disso, tô tendo um sério problema de memória constrangedor, pois se alguém me perguntar que aparelho que eu faço, quais as sequências, eu vou ficar com a cara abaixo, pois não sei. 


E, é vergonhoso. Chego lá e o prof. me diz: "tu vai começar com remada e leg press". Silêncio dramático de 5 min pra eu dar uma olhada na sala de musculação, e lembrar quem é quem. Pior é quando confundo remada com puxada, oi? tudo a ver. Ou abdutora com extensora, e por aí vai minha gente. 

Após meu silêncio dramático, ele fala: "vou ajeitar aqui pra ti", e eu sigo na direção dele, igual a uma formiga na procura do doce. Mas dá pra ver que ele pensa: "essa loca deve ter algum problema grave".

Ontem ele deve ter confirmado essa conclusão. Estamos no dia 29, chego e pergunto: "quando venceu a mensalidade?", e ele- sem nem olhar meu cadastro, ou seja, ele já deve ter visto semana passada e estava esperando criar coragem pra me cobrar: "venceu dia 23! mas não te preocupa, traz amanhã sua loca desmemoriada", claro que essa última parte eu acessei usando minha especialidade telepática.

Então, o que eu tenho feito pra amenizar a minha aparência de loca desprovida de memória, é chegar lá com os fones de ouvido no altissimo volume, falar o mínimo possível (detesto conversas e chacrinhas na academia- a não ser com alguém muito conhecido e estimado por mim, como meu prof da faculdade que encontrei vagando por lá) e dar a aparência de que estou sempre com uma pressa bipolar, afinal, o mundo vai acabar mesmo.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Natal, e minha árvore!

Daí que o Natal chegou. Nesses quase dois anos que estou morando com marido, ano passado não tivemos árvore. O apartamento em que a gente morava era minúsculo, se eu colocasse uma árvore certo que iríamos tropeçar toda ora e as bolinhas iam voar pela casa. Agora, não que a gente esteja morando em algum loft, mas dá pra ter uma e ela ter o seu espaço
Sim, eu acho Natal sem graça se não tiver árvore de Natal. Já coloquei pisca pisca no banheiro e na cozinha (WTF?), sim, e o banheiro ficou uma cozalinda. Na cozinha eu já tinha colocado em agosto, pois achei nessas lojinhas de 1.99 um pisca pisca com 8 funções! Ele só não passa aspirador pela casa, porque né, é um pisca pisca
Se perguntei opinião de marido antes de fazer da nossa casa uma boate? Não, não perguntei. Pra homem sempre tá tudo bem, pelo menos o meu, acata minhas decorações. Única coisa que ele não acata é meus sapatos espalhados pela casa, e roupas manchadas na máquina de lavar, mas isso estou mudando a passos lentos e simpáticos. 
Como ultimamente ando muito mão de vaca, a árvore eu ganhei da minha mãe, e os apetrechos eu comprei em lojas de origem duvidosa-madeinchina: 1,99. Claro que os conjuntos de bolas não era 1.99, mas pelo menos os lacinhos e demais enfeites custaram 1.25 um pacotinho amassado com 6. As bolas, achei muito baratas: 8 por 5.90, sendo que na Americanas está 39.90 um conjunto de 12 bolas bonitas. Então, saí no lucro.
Eu tenho aprendido várias coisas nesses blogs de "casinha", adóóóóro blogs de "casinha". Os preferidos estão listados a direita , sob o título de "Saltitando a Criatividade". A criatividade delas né, porque eu só copio algumas idéias. Na verdade, ultimamente eu passaria horas lendo esses blogs, mas o tempo  é meu inimigo. Até prefiro assim, porque daqui a pouco vou ter surtos iguais aos da época em que eu lia blogs de maquiagem, o que culminou em faturas exorbitantes do cartão de crédito e maquiagens até pra 5ª geração. Azar da data de validade. Paguei caro, tô usando.
Mas voltando ao assunto, hoje resolvi falar de árvore de Natal, e encerro esse post com a foto da minha arvorezinha! Muito orgulho gente, precisei compartilhar e voltar aqui em grande estilo!




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Manual de Instrução

Eu já tive fases de usar brincos enormes, daqueles que ao caminhar, vão batendo no teu pescoço igual a um tambor. Já usei muita sapatilha, e sapatos sem um mínimo de salto. Já fui até as alturas, com saltos dignos de uma equilibrista. Já pintei meu cabelo multicolorido, em uma época que todos pintavam com cor de "caju-acobreado". 
Já usei muita muita minissaia na época em que realmente deveria usar. Já usei saias de hippie com regatinha branca, e maxi colar.
Já tive muita preocupação em agradar as pessoas que conheço, e que convivo. Já cometi erros que achei que eram imperdoáveis. Já perdi noites de sono, pensando em uma solução mais apropriada. Já pensei como minha vida seria hoje, se há anos atrás tivesse colocado um "se" em tal situação. Já pensei que teria eternamente mágoas de alguém. Já tive aquela sensação de felicidade extrema, e não conseguir "curtir" muito, por medo do amanhã. Já planejei vingança e mirabolei planos, que ficaram só no papel. Já chorei por ter machucado alguém que não merecia. Já chorei por terem me machucado, sem eu merecer
Já apareceram pessoas na minha vida, que achei que jamais iriam sair dela. Já conheci pessoas que vieram, e ficaram, sem eu pensar. 
Com certeza, a vida não seria menos difícil, se viesse com Manual de Instruções. Eu não teria aprendido com meus fracassos, tentativas de acerto, e sucesso. E o sucesso aqui, não é em relação a bens materiais ou profissional, é o sucesso da evolução como ser humano. É a vontade de ser melhor a cada dia, se desapegar de sentimentos ruins que nos furta o brilho do olhar. 
Se não fosse minhas várias fases, hoje eu não seria "eu". Não teria história pra contar, pra me arrepender, pra mostrar de exemplo e continuar com aquele impulso de seguir em frente
O "se" não faz mais parte da minha vida, pois não permito. Tudo que aconteceu comigo até agora, é porque realmente eu deveria ter vivido, digerido e tirado minhas conclusões. Todas as coisas, até agora, aconteceram no momento que realmente deveriam ter acontecido. Nada mais, nada menos. 
E que venham novas fases, novos aprendizados, novos tropeços, porque isso é viver.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quem tá certo?

É por causa da minha vontade de falar, nada conservadora, que sinto que as vezes uma pessoa que conheci em 5 min, já consegui criar todo um vínculo de intimidade/amizade/espontaneidade. Talvez, seja o meu trauma por ser filha única, quem sabe? Freud já morreu.
Mas aquela máxima de que nunca se deve mostrar os dentes, eu nunca cumpro. Não adianta. Acho até que desde a "tenra infância", eu nunca cumpri. Já tive momentos da vida que isso foi totalmente a favor, e em outros, totalmente contra... como se eu andasse na contramão o tempo inteiro com algumas pessoas, que na verdade, eu deveria apenas mostrar um pedacinho do dente da frente... quem sabe... mas não, eu mostro a arcada dentária inteira e, as vezes, todo um histórico de vida completo.
Admiro pessoas que tem pé atrás com todo mundo, talvez  sejam assim porque pelo seu caminho já levaram na cara muitas vezes. Eu levo na cara, mas continuo na expectativa de um mundo melhor e acreditando que as pessoas não tem segundas intenções, que se mostram genuínas e inocentes-bocabertas que nem eu.
Admiro porque elas passam a imagem de segurança, de saber por onde pisa, e até que se prove ao contrário, tu não é uma boa pessoa.
A minha percepção caminha pelo lado inverso: até que se mostre ao contrário, todo mundo é meu amigo e me quer bem, e por enquanto, estou feliz assim, afinal, a minha cota de esperança ainda não acabou.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Realizada!

Porque tem coisas na vida, que quando a gente menos espera, simplesmente acontecem. E acontecem em grande estilo.
Aprendi que quando a gente se subestima, Deus te dá um tapa de luva, e te joga pra frente... o que faz tu ficar pensando que sim, tenho um grande valor, não é a toa que estudei até aqui....
Em maio, resolvi pedir ingresso via diplomado na UFRGS, gastei quase 200 reais autenticando folhas e mais folhas, e currículos e histórico e diploma, e affffff... cheguei a me perguntar "mas só tu mesmo hein pra acreditar que vão te chamar"... enfim, cheguei no último dia da inscrição (porque né, quando a gente precisa do serviço burocrático de alguma instituição, é rezar pra não chorar), levei toda a papelada, paguei taxa, enfrentei fila, e nessa mesma fila, conheci pessoas que já tentavam pela 4ª vez ingressar na UFRGS e sempre foram indeferidas...
E isso tudo em maio, minha gente! Em maio!!! Sendo que o resultado só ocorreu em julho, especificamente sexta-feira 13. 
E enfim... lá vou eu pra vida universitária novamente, de graça, com carteirinha de estudante pra desfrutar dos inúmeros descontos fornecidos, e totalmente, infinitamente FELIZ.


PS: OAB também. Simples assim.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Abril Despedaçado

Daí que desgraça pouca é bobagem, e meu cartão foi clonado minha gente! Cartão múltiplo (débito/crédito) do Banco em posse de alguém que pensa que tenho muito dinheiro e limite infinito!
De todos os bancos que já tive conta -nos tempos em que era estagiária e tinha que ficar abrindo conta como quem troca de calcinha- a central de atendimento do Santander realmente funciona. Apesar daquela alta taxa mensal que me é cobrada todo santo mês... a atendente me liga pra me perguntar se eu estava em São Paulo no dia 16/04 ,pois foram feitas várias tentativas de compras via Pag Seguro, e como sou de Porto Alegre, o banco achou estranho eu fazer várias compras em outra cidade.
Depois de tanto mimimi, desespero, detalhes dos valores, lágrimas nos olhos, espera com musiquinha... meu cartão foi bloqueado por fraude, e só recebo outro daqui a 10 dias úteis. 
10 DIAS ÚTEIS... o que significa que até dia 03/05 não posso ir em botecos encher a cara, e passar meu cartão de débito, porque né, não tenho.
Se eu quiser comprar um novo celular -que-foi-furtado-post-abaixo, também não posso, porque afinal, estou sem cartão de crédito.   
Dizem que depois da tempestade vem a calmaria, mas no meu caso, depois da tempestade veio a enchente.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Indignada.

1) A pessoa tem 29 anos e nunca tinha ido a uma dermato. Cheguei lá, me pediu pra ficar de calcinha e sutiã. Poxa vida, se tivessem me avisado que eu teria que ficar semi-nua na frente de alguem de jaleco com cara de porcelana, eu pelo menos teria colocado um conjuntinho de moça virginal, e não uma calcinha florida com sutiã roxo. E os pés? Eu teria passado um tubo de spay Tenis Pé com cheiro de menta, porque né, eu uso sapato fechado porque transpiro como se tivesse cento e poucos kilos, mas na verdade tenho um problema de sudorese que desperta a vergonha alheia em quem convive comigo. Pele tudo OK. Protetor solar OK. E receita de um creme noturno de 135 reais, minha gente. Feito isso, foi me dito que posso retirar um sinal do nariz que me acompanha desde a tenra idade, que não dura nem 30 minutos a retirada, e que eu passasse na recepção para marcar a data. Fui conferir, e além de pagar meu plano... eu teria que pagar 300 reais pra cara de porcelana retirar tal sinal. Aham... senta lá Cláudia.

2) Esta semana um homem de 30 e poucos anos, de jaleco e com papéis na mão, entrou porta adentro no meu trabalho se fingindo de surdo-mudo e furtou meu celular. Simples assim. A autarquia que eu trabalho não tem segurança, não tem alarme, não tem triagem de público, não tem gente decente, só gente paunocu- salvo exceções. Tem apenas uma estagiária que recebe a bolsa-auxilio atrasada, e fica na recepção com cara de tristeza.

3) Semana que vem entra a nova presidência nesta autarquia, e há boatos de que rolará demissão por todos os lados. Bem coisa de Brasil, as coisas serem tudo por politicagem e camaradagem mascarada por corrupção, e quem se fode é o trabalhador brasileiro. Já tem um monte de gente nova por aqui checando todos os setores. Eu fico imaginando o diálogo entre eles: 

- Ai, vou ficar naquela mesa ali Fulana.
- Tadinhos né, a gente vindo aqui verificar tudo com eles, sendo que eles nem sabem que vão ser demitidos.
- Eu não tô nem aí, o que interessa é que temos mais três anos pela frente, até vir nova eleição.
- É verdade fulana, mas o que interessa também é esse vale refeição de 16 reais por dia.
- Nossa, nem me fale.... e eu vou fazer inumeras mudanças aqui dentro... tá vendo aquela mesa ali? Vou arredar pra aquele canto.
- Eu também, eu gosto de trabalhar em espaços amplos, por isso vou modificar várias coisas aqui dentro.
- A começar pela demissão de toda essa gentalha que nos olha com cara de pedintes, não é mesmo?
- Hahahaha, é verdade Fulana... um bando de otários que vão ser todos demitidos mais além...

Meu cu pra essa gente nova que tem a ilusão que irá fazer feitos revolucionarios. Enquanto isso, eu tô assim ó: